quarta-feira, 25 de julho de 2012

"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música."


“O homem é superável, eu vos anuncio o super-homem!” Nietzsche.
Bom se alguém se interessou e leu os posts desse blog reparou que o intuito das discussões são na verdade uma reflexão sobre nós mesmos, para quem passou pela mesma situação e pode ver aqui refletido um pouco de si mesmo, todas essas poesias e coisas que posto são nada mais do que um modo de colocar pra fora algo que possa ser útil e ajudar alguém que passou a mesma coisa e ver um outro lado da discórdia que provavelmente tem dentro de si, agora falarei um pouco de Nietzsche, não com o cume de filosofo que mudou pensamentos, não! Com o cume do ser humano que ele foi, sempre evitei pesquisar sobre ele pois sempre achei que o ser humano vem perdendo sua essência por estudar tanto os antigos filósofos e não pensar mais por si mesmo, sempre vejo discussões Marxistas X Proudhonistas e vejo ali toda uma discussão sem embasamento na atual sociedade e população, são como pessoas cegas que apenas fazem o corpo presente de seus respectivos filósofos, por esse fato entre outros evitei até de pesquisar, porém um dia desses vi um documentário sobre a vida de Nietzsche e o que mais me surpreendeu foi a forma como abordaram o filósofo, não era um ser superior que entendia tudo sobre a sociedade e que poderia mudar tudo, era um homem solitário, um homem que colocou em si mesmo um fardo muito grande, fez a si mesmo perguntas que não podia responder, escolheu por vontade própria, indubitavelmente a solidão!
Ele era de fato muito inteligente claro, mas a forma concreta e direta com que fazia as perguntas a si mesmo e até mesmo aos outros incluindo amigos (que se foram por causa de suas questões) era magnífico, ele realmente transpôs esse reles ser humano que somos hoje em dia, que não se questiona e que vive um padrão imposto por sabe se lá quem, afinal pare pra pensar alguém simplesmente privatizou a vida e nós nem nos damos conta disso muitas vezes, quando ele critica deus está criticando a nós mesmos, “deus está morto, nós o matamos.” , e então ele nos apresenta um super-homem, um novo deus, uma coisa para ser aplaudida na minha opinião, porém toda essa magnitude, teve uma conseqüência que é de se esperar creio eu, um homem que questionou tudo, e foi contra toda a falsa moral que nos é imposta, ficou louco por não poder responder as perguntas que impôs a si, provavelmente irei discutir mais desse homem que confesso ter me fascinado, mas acho que não tenho nada a acrescentar da minha parte, só mesmo essa reflexão sobre quem na verdade é o super-homem e quem é o homem...

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