domingo, 19 de agosto de 2012

Édipo!


Sei que não há como convencê-lo de que isso não é mais um truque deles, mais eu não ligo, sou eu. Estranho é como a vida funciona. Ela veio e me levou com ela. A gente nasce tão bucólico vive uma vidinha medíocre e morre dessecado pelos vermes, na esperança e na compreensão de um mundo melhor.

Com medo daqueles... Medo da verdade. Eu nasci vivi num turbilhão de gente, mas sempre me senti sozinho invadido, e sobrevivi fielmente pasmado com as vicissitudes do destino. Quero viver para esse futuro tão breve que me resta.

Quando criança pensava que a vida girava em torno do bairro onde morava, das peladas dos finais de semana, das brincadeiras de roda. Quem me dera!

Quando cresci percebi que as palavras matavam mais do que as armas, e que uma atitude sem pensar pode deixar marcas profundas. Devemos ser fortes, nunca deixar que nos intimidem. Conquistar nossa felicidade é tão difícil, mas um dia tudo valerá à pena, eu acredito. E no dia em que isso acontecer estaremos certos de quem somo.

Queria não temer, queria dormir uma noite em paz, mas o que eu nunca consegui ver é que esse tempo me fez evoluir, crescer, e hoje vejo esse tempo com outros olhos, meus grandes e vastos olhos. Alivia-me saber da verdade e poder ser quem eu sou realmente. Espero que o tempo não passe como passou e que o mundo mude. Perdi a minha vida inteira correndo atrás da minha verdade, sempre negando o obvio e quando me encontrei frustrado, resolvi furar meus olhos.

Foi ai que comecei a tocar nos sentimentos mais puros e assim ser quem eu sou. Creio que não viverei por muito tempo só quis contar sobre minha vida para alguém, e talvez essa seja minha fuga, estar escrevendo e contando isso pra você. Só queria que você soubesse quem eu fui e que não fizesse igual, que não... Espero ter te ajudando, eu espero tantas coisas. Mais esse não é o fim, ainda há tantas coisas a serem vividas e vivenciadas intensamente até o último e patético suspiro...!

Adaptação da obra de Sófocles, ''Édipo Rei''.

Enviado por: João Goulart.

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